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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Quem constroi a História?

Vamos aqui convir uma coisa: o poder é uma coisa ridícula! Ridícula e patética! Desde o poder de Lula, que descaradamente, começa o Lula III - A Missão, humilhando impiedosamente Dilma Rousseff, se imiscuindo no caso Palocci, sem que ninguém lhe tenha outorgado caso nenhum... ridículo e patético é também Strauss-Kahn, que com todo o dinheiro que tem, pode conseguir a mulher que quiser, vai "bolinar" em Manhattan uma imigrante da Guiné moradora do distrito do Bronx? Ridículo é também o desejo do poder dos sem-poder que, aproveitando do preconceito dos moradores de Higienópolis que inicialmente vetaram a estação de metrô na Avenida Angélica, fizeram um churrascão há alguns dias na esquina da Avenida Angélica com a Rua Sergipe (onde finalmente ficará a estação - foi decidido), com direito a um varal ser estendido na Rua Sergipe... os sem-poder e sem-o-que-fazer na verdade desejam é o poder mesmo... a história do poder é sempre a mesma: mudam os atores, mas a peça é a mesma, reencenada infinitamente ad-infinitum, a ponto de Nietzsche criar o mito do "eterno retorno", mesmo que Lulu Santos insista em dizer que "nada do que foi será do jeito que já foi um dia"...

Ao mesmo tempo, porém, em que o homem mais poderoso do mundo comemorava junto com uma nação, a morte de um homem (diga-se de passagem, seu quase homônimo: Obama comemorou a morte de Osama!), aconteceram dois fatos que me impactaram muito: as beatificações de João Paulo II, sem dúvida, o homem que construiu o século XX, e contribuiu para a derrocada do comunismo e para o retorno da liberdade e da paz em uma série de nações, e também da freira baiana Irmã Dulce Lopes Pontes.

Me impressionou na beatificação de João Paulo II a evidência da ressurreição: ali via-se que o homem é mais do que o seu substrato material, do que o seu corpo. João Paulo II atraiu 1 milhão de pessoas! 1 milhão de pessoas no Vaticano! Que força não será necessária para atrair nada menos que 1 milhão de pessoas a Roma! Uma coisa do outro mundo! Me impactou muito também Irmã Dulce, a freira baiana que contruiu e constroi a história da cidade que leva o nome de Jesus Cristo: São Salvador da Bahia! Irmã Dulce era fragílima! De onde vinha a força daquela mulher, que na Cidade Baixa chamou a atenção de todos para os mais pobres, e construiu uma obra que permanece até hoje na paisagem da bela capital baiana? E me marcou ainda a ternura de Irmã Dulce: vamos passar da rua Sergipe, em Higienópolis (onde aconteceu a batalha pelo poder) para o Estado de Sergipe, no Nordeste: foi em São Cristóvão (antiga capital sergipana) que Irmã Dulce se preparou para a sua vida como religiosa dedicada aos mais pobres, e é justamente de Sergipe que veio o milagre que atestou a santidade da freira soteropolitana. Eu achei isso uma ternura infinita de Irmã Dulce, e tão belo quanto foram as caravanas que saíram de Sergipe a Salvador para agradecer à Irmã Dulce pelo milagre.

Os santos constroem a História. O comunismo é um fóssil quase pré-histórico agora, mas João Paulo II reuniu há vinte e cinco dias 1 milhão de pessoas no Vaticano. Daqui a pouco, quem vai lembrar de Palocci ou menos ainda de Strauss-Kahn? Mas a obra dos santos perdura pelos séculos, constroem a História. O maior sinal disso é uma menina nazarena de 15 anos. Lutas intestinas se desenrolavam na capital do imenso império que pretendia "levar a paz ao mundo inteiro", mas que foi derrotado pelos bárbaros no ano 476 d.C. A pobre menina, que não estava preocupada com as lutas pelo poder, mas somente em responder à realidade, hoje não somente é conhecida em todo o mundo, como é a esperança do mundo inteiro. Aquela que era desconhecida por César hoje é a Imperatriz do mundo! Ela é a inimiga mais mortal do niilismo: opõe-se a ele ainda hoje. Chama-se Maria de Nazaré!

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