quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

O meu choro e o cinismo de Lula

Na semana passada, lendo como o menino João Hélio morreu, eu chorei. Chorei por ele, por sua mãe, e pelo Brasil. Na mesma noite, o nosso presidente, numa tirada de cinismo sem igual, comentando sobre a redução da maioridade penal, disse que, "daqui a pouco estarão querendo punir até os fetos." O cinismo é tão grande que ele se esquece que foi seu próprio partido que autorizou o aborto, isto sim, assassinato de pessoas inocentes, em nome do bom, do belo e do que há de melhor. Cinismo monumental! É como o famoso massacre de Cartago, quando 300 crianças foram queimadas vivas em honra ao deus Moloc. É a barbárie: o horror, o horror!

De volta à vida normal...

O Carnaval acabou, estamos de volta à vida normal, e o Brasil começa a funcionar... tomara!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Alameda dos sonhos partidos

Gosto muito da música Boulevard Of Broken Dreams, do Green Day (foto), não apenas por que foi sucesso na mídia, mas porque é um retrato claro dos nossos tempos modernos. Para muitos, a vida é uma alameda de sonhos partidos, quebrados, que não se concretizam, um acúmulo de frustrações e decepções, uma verdadeira boulevard of broken dreams. Machado de Assis, com a mesma genialidade escreveu isso em Memórias Póstumas de Brás Cubas: a biografia do pecado original, o relato de que nós não conseguimos, sozinhos, nos dar a intensidade de vida e a felicidade que tanto desejamos. O ápice da música é o refrão "I walk alone, I walk alone, I walk..." (Eu caminho só, eu caminho só, eu caminho...). Para mim, é o retrato mais fiel do ateísmo moderno, da civilização que deu um grande "não" àquele Deus que veio não para resolver os problemas da humanidade, mas para ser companhia para ela, para saciar já aqui na Terra, a grande exigência do homem, que é a exigência do amor.

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Família tem de ser careta

A escritora Lya Luft (foto abaixo) escreveu um excelente ensaio sobre a Família. Vale a pena conferir abaixo!












Família tem de ser careta

Fonte: revista Veja nº 1995 e blog http://dilsondrunn.blogger.com.br/

"Quem não estiver disposto a dizer 'não' na hora certa e se fizer de vítima dos filhos, que por favor não finja que é mãe ou pai" Esperando uma reação de espanto ou contrariedade ao título acima, tento explicar: acho, sim, que família deve ser careta, e que isso há de ser um bem incomparável neste mundo tantas vezes fascinante e tantas vezes cruel. Dizendo isso não falo em rigidez, que os deuses nos livrem dela. Nem em pais sacrificiais, que nos encherão de culpa e impedirão que a gente cresça e floresça. Não penso em frieza e omissão, que nos farão órfãos desde sempre, nem em controle doentio que o destino não nos reserve esse mal dos males. Nem de longe aceito moralismo e preconceito, mesmo (ou sobretudo) disfarçado de religião, qualquer que seja ela, pois isso seria a diversão maior do demônio. Falo em carinho, não castração. Penso em cuidados, não suspeita. Imagino presença e escuta, camaradagem e delicadeza, sobretudo senso de proteção. Não revirar gavetas, esvaziar bolsos, ler e-mails, escutar no telefone, indignidades legítimas em casos extremos, de drogas ou outras desgraças, mas que em situação normal combinam com velhos internatos, não com família amorosa. Falo em respeito com a criança ou o adolescente, porque são pessoas, em entendimento entre pai e mãe também depois de uma separação, pois naturalmente pessoas dignas preservam a elegância e não querem se vingar ou continuar controlando o outro através dos filhos. Ilustração Atomica Studio Interesse não é fiscalizar ou intrometer-se, bater ou insultar, mas acompanhar, observar, dialogar, saber. Vejo crianças de 10, 11 anos freqüentando festas noturnas com a aquiescência de pais irresponsáveis, ou porque os pais nem ao menos sabem onde elas andam. Vejo adolescentes e pré-adolescentes embriagados fazendo rachas alta noite ou cambaleando pela calçada ao amanhecer, jogando garrafas em carros que passam, insultando transeuntes onde estão os pais? Como não saber que sites da internet as crianças e os jovenzinhos freqüentam, com quem saem, onde passam o fim de semana e com quem? Como não saber o que se passa com eles? Sei de meninas, quase crianças, parindo sozinhas no banheiro, e ninguém em casa sabia que estavam grávidas, nem mãe nem pai. Elas simplesmente não existiam, a não ser como eventual motivo de irritação. Não entendo a maior parte das coisas solitárias e tristes que vicejam onde deveria haver acolhimento, alguma segurança e paz, na família. Talvez tenhamos perdido o bom senso. Não escutamos a voz arcaica que nos faria atender as crias indefesas e não me digam que crianças de 11 anos ou adolescentes de 15 (a não ser os monstros morais de que falei na crônica anterior) dispensam pai e mãe. Também não me digam que não têm tempo para a família porque trabalham demais para sustentá-la. Andamos aflitos e confusos por teorias insensatas, trabalhando além do necessário, mas dizendo que é para dar melhor nível de vida aos meninos. Com essa desculpa não os preparamos para este mundo difícil. Se acham que filho é tormento e chateação, mais uma carga do que uma felicidade, não deviam ter tido família. Pois quem tem filho é, sim, gravemente responsável. Paternidade é função para a qual não há férias, 13º, aposentadoria. Não é cargo para um fiscal tirano nem para um amiguinho a mais: é para ser pai, é para ser mãe. É preciso ser amorosamente atento, amorosamente envolvido, amorosamente interessado. Difícil, muito difícil, pois os tempos trabalham contra isso. Mas quem não estiver disposto, quem não conseguir dizer "não" na hora certa e procurar se informar para saber quando é a hora certa, quem se fizer de vítima dos filhos, quem se sentir sacrificado, aturdido, incomodado, que por favor não finja que é mãe ou pai. Descarte esse papel de uma vez, encare a educação como função da escola, diga que hoje é todo mundo desse jeito, que não existe mais amor nem autoridade... e deixe os filhos entregues à própria sorte. Pois, se você se sentir assim, já não terá mais família nem filhos nem aconchego num lugar para onde você e eles gostem de voltar, onde gostem de estar. Você vive uma ilusão de família. Fundou um círculo infernal onde se alimentam rancores e reina o desamparo, onde todos se evitam, não se compreendem, muito menos se respeitam. Por tudo isso e muito mais, à família moderninha, com filhos nas mãos de uma gatinha vagamente idiotizada e um gatão irresponsável, eu prefiro a família dita careta: em que existe alguma ordem, responsabilidade, autoridade, mas também carinho e compreensão, bom humor, sentimento de pertença, nunca sujeição. É bom começar a tentar, ou parar de brincar de casinha: a vida é dura e os meninos não pediram para nascer."

Lya Luft é escritora

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

A biografia do pecado original

Para quem acredita que o pecado original é mais uma lenda inventada pela Igreja, aconselho a ler o clássico de Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas, que acabei de ler ontem. É uma verdadeira biografia, documentação do pecado original. E o que é o pecado original? É o simples fato, a simples constatação de que nós não podemos nos dar a felicidade que tanto desejamos (e que por isso precisamos de alguém que nos salve). Quem olhar para a própria experiência sem preconceito, se dará conta facilmente disso. E Machado registra isso de forma magistral. Vale a pena ler!

Filme de terror

O governo Lula está cada vez mais parecendo um filme de terror, com o adicional de que, quase sempre, a 2ª versão é pior do que a primeira. A vitória de Arlindo Canalha à presidência de Câmara, o retorno do Campo Majoritário ao poder (facção do PT controlada por José Dirceu), o juramento de fidelidade canina de Collor a Lula, o chilique de Clodovil e o elogio do mesmo por Maluf, além das promessas de anistia de Dirceu e Jefferson... isso me parece um filme de terror trash: Mensalão 2- a Missão.

***

Em tempo: não só no Brasil o terror avança. A Bushlândia já quer quase US$ 300 bilhões para financiar a guerra. Numa única semana, morreram mil pessoas. Aonde vamos parar, sr. Bush?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Machado contra o aborto

Machado de Assis é realmente um gênio, e hoje me veio com essa tirada: "verdadeiramente, há só uma desgraça: é não nascer." (in: Memórias Póstumas de Brás Cubas, cap. CXVII, pg. 202. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1971)

Burrice mata!

As universidades americanas de Princeton e Harvard, segundo matéria da revista Veja desta semana, nº 1994, divulgaram resultados da pesquisa sobre a longevidade, e descobriram que a variável mais relacionada ao aumento da longevidade é a educação. Quanto mais tempo a pessoa permanece na escola, maior é a sua expectiva de vida. Calcula-se que cada ano na escola representa um aumento de sete meses na longevidade. O simples fato da obtenção de um diploma universitário eleva a esperança de vida em oito anos, e isto não está relacionado com as variáveis renda ou sexo, por exemplo. A pesquisa mostra que mais educação reflete num melhor estilo de vida, e numa maior aversão a riscos, que resultam numa vida maior e melhor. Conclusão do estudo: burrice mata!

sábado, 3 de fevereiro de 2007

O dilema americano

A postagem abaixo é uma resenha do novo livro de Francis Fukuyama, O Dilema Americano. Ela se encontra no site do Instituto Millenium http://institutomillenium.org/2007/01/02/o-dilema-americano/.

O dilema americano

Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007
por Rodrigo Constantino

“A guerra preventiva e a mudança de regime via intervenção militar podem nunca ser eliminadas completamente, mas precisam ser entendidas como medidas muito extremas.” (Francis Fukuyama)
Em seu mais recente livro, O Dilema Americano, Francis Fukuyama faz uma análise crítica do papel que os Estados Unidos têm desempenhado no âmbito internacional, assim como levanta vários problemas oriundos da guerra no Iraque. Fukuyama, que foi contra a guerra, conclui que o neoconservadorismo evoluiu para algo que ele não mais pode apoiar. Seus argumentos são desapaixonados, e sua análise imparcial. Os antiamericanos patológicos, infelizmente cada vez mais numerosos no mundo, não vão necessariamente gostar dos pontos de Fukuyama. Mas os neoconservadores radicais, fechados para qualquer crítica construtiva e paranóicos de que qualquer oposição é coisa de comunista, tampouco estarão abertos às palavras do autor.
Para Fukuyama, o governo americano superestimou a ameaça que o islamismo radical representava para os Estados Unidos. Além disso, o governo Bush errou por não ter previsto a reação mundial, fortemente negativa, ao seu exercício de “hegemonia benevolente”. Entretanto, ele entende que os EUA, como única superpotência remanescente, não pode se afastar dos problemas provenientes dos estados fracos ou fracassados, por motivos de segurança ou moralidade. Reconhece também que a ONU não é e nunca será uma base eficaz e legítima de governança global, pois abriga países que afrontam totalmente os direitos humanos e possui um processo decisório burocrático e ineficiente. Uma solução mista deve ser buscada, onde a legitimidade possa coexistir com a agilidade e eficiência.
A mudança de regimes nos países que representam uma ameaça à paz é mais complexa do que parece, pois não pode simplesmente ser imposta de fora para dentro. Punições externas sempre serão menos eficazes do que mudar a natureza subjacente do regime. Por este prisma, a derrubada dos regimes totalitários no Afeganistão e no Iraque fazem sentido somente até certo ponto, pois faltava um plano realista e eficiente para colaborar com estas mudanças mais estruturais. Os regimes não são apenas instituições formais e estruturas de autoridade. E como a guerra deixou claro, todo o poder bélico americano não parece adequado para enfrentar uma insurreição prolongada.
A queda dos países comunistas, especialmente da União Soviética, criou uma sensação de complacência, no sentido de que alterar a natureza de regimes perversos seria mais fácil do que é na realidade. Vários fatores peculiares explicam a derrocada da URSS, e isto sugere que as transformações explosivas do tipo que vimos no mundo comunista constituem provavelmente exceções, e não a regra. Sem dúvida que a clareza moral de Reagan contribuiu para a queda do comunismo, assim como o aumento do orçamento militar americano. Mas existiram muitas outras causas, algumas profundamente arraigadas na natureza do sistema soviético. O sucesso da implosão relativamente rápida do comunismo gerou um clima de euforia, e os conservadores passaram a acreditar que o mesmo iria se repetir no Oriente Médio.
Além disso, para Fukuyama, os ocidentais não estão combatendo a religião islâmica nem seus fiéis, “mas uma ideologia radical que tem apelo para uma distinta minoria de muçulmanos”. Esta ideologia atrai os mesmos indivíduos alienados que em outros tempos teriam gravitado para o comunismo ou o fascismo. As pessoas mais perigosas não seriam então os muçulmanos piedosos do Oriente Médio, e sim os jovens alienados e deslocados que vivem no próprio Ocidente e que, como os marxistas e fascistas antes deles, vêem a ideologia como a resposta para sua busca pessoal por identidade. Impor uma democracia nos países muçulmanos não irá alterar este quadro no curto prazo.
Os meios pelos quais os Estados Unidos devem combater estes problemas podem – e devem – ser questionados. Sem dúvida há muito o que melhorar. Mas ignorar que o país, no passado, distribuiu bens públicos globais, ainda que focando nos próprios interesses, é injusto. A transformação do Japão e da Alemanha em democracias prósperas e aliadas após a Segunda Guerra, o apoio americano às instituições de Bretton Woods e à Organização das Nações Unidas nos anos 1940, o Plano Marshall, a luta na Guerra Fria, a intervenção nos Bálcãs, tudo isso foi benéfico para o mundo, ainda que servindo aos interesses americanos. Nada impede que o mesmo princípio seja posto em prática novamente, e que os Estados Unidos, lutando pela salvaguarda dos seus interesses, faça um bem enorme ao mundo, combatendo o problema do terrorismo e dos estados falidos que representam o “eixo do mal”.
O livro de Fukuyama trata desses dilemas. Segundo o autor, “a guerra no Iraque expôs os limites da hegemonia benevolente dos Estados Unidos”, mas “ela também expôs os limites das instituições internacionais existentes, particularmente a ONU”. A principal tarefa para a próxima geração será a “criação de novas instituições que equilibrem melhor os requisitos de legitimidade e eficácia”. Entretanto, um fato está fora de questão: “O poder americano continua sendo essencial para a ordem mundial”. Vamos torcer para que ele seja utilizado da forma mais inteligente possível. Os que defendem a paz e a liberdade agradecem.
arquivado em Liberdade, Leituras recomendadas.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Contra o anti-tabagismo ou O cigarro e a moral

Antes de mais nada, é preciso dizer que eu não fumo. Então, isso não é uma apologia ao cigarro-em-si. Assim sendo, vamos ao tema. Que tem a ver cigarro com moralidade? Imaginemos dois líderes mundiais: o primeiro viciado em cigarro e o segundo, um vegetariano que não come carne de animais. Qual o bom, qual o ético, qual o melhor? Se nos deixarmos conduzir pela ideologia anti-tabagista que reina no momento, certamente diremos que é o segundo. Porém, vamos à realidade. Estes dois homens existiram, foram homens de carne e ossos, seres reais, pessoas que viveram. O primeiro foi o homem que salvou a democracia ocidental: Churchill; o segundo foi o homem que provocou a 2ª Guerra Mundial e a morte de 58 milhões de pessoas, Hitler. E por que estou dizendo isso? Porque existe hoje uma imagem falsa que associa o hábito do fumo ao mau-caratismo, à cafajestagem, à imoralidade, que simplesmente inexiste. Não há qualquer relação entre fumar e o mau-caratismo.
Há algumas semanas, estava chegando em casa, e na portaria do meu prédio, e estavam algumas pessoas protestantes conversando entre si dizendo "fulano de tal se converteu, não fuma, não bebe...", eu pensei "meu Deus, essas pessoas convertem a salvação a isso hoje..." Não há nenhuma relação entre a salvação e o não-fumar. A Bíblia não faz uma sequer referência ao hábito do fumo, e o primeiro milagre de Jesus foi transformar justamente a água em vinho.
E então, de onde surge este furor contra o álcool e o fumo, tão vigentes na nossa época? É o retorno do moralismo farisaico, misturado com um pouco de materialismo dialético (afirmações tipo o homem é aquilo que come- e por tabela, o que bebe, o que inala...), ao passo que o próprio Cristo diz: "não é o que entra no homem que faz mal a ele, é o que sai do seu coração", e Paulo: "aquele que for fraco, coma só verduras!"
Portanto, é uma falsidade tremenda, e um engodo o que eu chamaria de ideologia purista: não vamos purificar o homem libertando-o do cigarro ou do álcool, pois o mistério do mal- que é a revolta contra a realidade, contra o real, contra aquilo-que-é, contra o ser- nasce no coração do homem, e não lhe vem de fora.
É claro que não precisamos dizer que cigarro não faz mal, ou negar pesquisas científicas, devemos simplesmente não usá-las ideologicamente, e nem discriminar pessoas que fazem uso do cigarro, pois não há em absoluto relação alguma entre o tabagismo e a ética. Os exemplos de Churchill e Hitler são cavalares.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Uma carnificina monumental!

Ontem fez um mês da morte de Saddam Hussein. A guerra não acabou, e na semana passada, em um só dia morreram mais de 300 iraquianos, em um único dia. Para termos uma idéia da estupidez que é a doutrina Bush, tenhamos em conta, segundo cálculos do economista Joseph Stiglitz (nenhum comunista, ex-economista chefe do Banco Mundial), Bush já gastou na guerra US$ 2,2 trilhões , mais de 2 vezes o PIB do Brasil, perdeu mais de três mil de seus soldados, e feriu mais de vinte mil dos seus. 700 mil é o número de civis iraquianos mortos.
O país está à beira da guerra civil e do colapso. O governo constituído é incapaz de controlar o país. Tudo isso deve ser imputado ao sr. Bush e seus asseclas, adeptos da guerra cirúrgica e da intervenção rápida. Pois aí está: o Iraque é um fracasso total e a derrota pode levar a civilização moderna ao colapso.
É claro que não se vai aqui glamourizar ou canonizar Saddam Hussein, um ditador cruel e sangüinário, nem dizer que o mundo estaria melhor com ele. Porém, os fatos são:
1º O Iraque é um país inviável, criado pelo Reino Unido em 1921, que reúne 3 etnias que se detestam e que precisariam de um poder autoritário para as controlar
2º Saddam foi colocado e financiado pelos EUA na sua luta contra a "Revolução" Islâmica de 1979 no Irã, colocado também como aliado estratégico contra a URSS durante a Guerra Fria
3º O mundo está repleto de ditaduras, que são sem dúvidas, muito piores que as democracias, mas não serão guerras supostamente cirúrgicas e exógenas, que vão, por decreto, implantar a democracia nesses países.
O saldo são mais de US$ 2 trilhões jogados fora e quase 1 milhão de vidas perdidas. E de novo: em nome do bom, do belo e do que há de melhor!
Quem tem olhos para ver, que veja!