quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A morte de Black e Maria Rainha


Virgem Negra de Czestochowa, Mãe e Rainha da Polônia e do Universo

Ontem recebi com grande dor uma notícia. Meu cão, de 14 anos, faleceu. Imediatamente, levanta-se um grito, uma dor, um vazio, e um porquê. Lembrei-me de uma amiga minha, que há poucos dias, taxou a morte de "incompreensível". E ela o é. Mas em mim se abre um buraco e uma dor imensa. E eu sei que este cão foi - e de certa forma ainda o é - objeto da Providência Divina. Porque foi graças a este cão, precisamente, que se abriu em mim o desejo gigantesco de amizade que eu tenho hoje.

O meu consolo, como sempre, só pode vir dela. Há quatro dias, 22 de agosto, comemoramos o dia de Maria, Rainha do Universo, e se ela é rainha de todo o universo, de toda a criação, também é rainha de Black, criado pelo Espírito para a maior glória de Deus. Hoje também é um dia especial, 26 de agosto, porque se comemora o dia da Virgem Negra de Czestochowa, coroada como a Rainha da Polônia, e bastião na luta contra o comunismo ateu, niilista e non sense, que quis escravizar a Polônia no século XX. Maria é símbolo de resistência! Ela é a inimiga mais mortal do niilismo, opõe-se a ele ainda hoje!

Eu não sei de qual forma e não tenho medo de parecer ridículo, mas tudo isso me ajuda a recordar que este mundo não é o definitivo, é passageiro, e também toda a criação aguarda com ânsia a vitória que já se realiza em Maria.

Olhar para esta mulher é que me tira da ruína, ela sobe e reina, como diz o Cântico dos Cânticos: "Quem é Essa que se surge como a aurora, bela como a lua, resplandecente como o sol, temível como exército em ordem de batalha?” (Ct, 6,10). "Quem é Essa que sobe do deserto, apoiada no bem-amado?" (Ct 8,5). Nela, toda a criação é resgatada, nada é sem valor e sem sentido, e tudo, até o meu pobre cão, falecido, encontra a salvação. Porque, como disse Luigi Giussani: "Até as sardinhas serão salvas!" Veni Sancte Spiritus, veni per Mariam!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A voz do coração


O professor Mathieu, de "A voz do coração"

Ontem, eu revi um dos filmes mais belos que já vi tem toda a minha existência. Ele nos ensina sobre a essência da educação.
O filme é a história de um internato para crianças problemáticas intitulado "No fundo do poço" após o ingresso do professor Mathieu, que graças à sua humanidade viva consegue trnasformar aquele ambiente e nos dar uma lição do que é a educação, a vida e o homem.
O que é educar?
Duas coisas são fundamentais.
Uma delas é despertar a voz do coração que cada um traz em si, as suas exigências elementares de verdade, justiça e amor, que são inextirpáveis, e por isso presentes em todo ser humano.
A segunda é uma comunicação de si, a coimunicação de uma experiência.
Além disso, o filme mostra que a verdadeira educação é uma amizade, pois ser amigo - como nos conta Dom Giussani - é verter a própria existência na existência do outro, é a comunicação de uma experiência.
O filme ainda passa duas ideias: a necessidade de um mestre, uma presença, e o fato de que uma simples pessoa pode mudar não só um ambiente, mas a vida de muitas pessoas.
Como não lembrar de Dom Giussani? Ou de Carrón?
A esperança para este mundo é que nos deixemos educar pelos mestres que o Senhor nos dá, pelas testemunhas de uma humanidade nova, como Carrón, Cleuza, Vicky, o padre Aldo e Camilo. O filme deixa isso muito evidente!

sábado, 15 de agosto de 2009

A médica morta Rita e a Assunção de Maria


Cúpula da Basílica da Dormição, Monte Sião, Jerusalém, Israel


Uma amiga me pediu, durante esta semana, um juízo sobre a morte da pediatra Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, de 39 anos. Ela me perguntava: "onde está o positivo dessa situação? Como é que eu posso reconhecer Cristo nesta situação?"
Eu me lembrei de dois grandes amigos. Um deles está do outro lado da vida: Bruno Tolentino, e o outro está do outro lado do mar, Luca. O primeiro me disse que a realidade é inexoravelmente positiva, o outro que a realidade é positiva porque Cristo existe.
Hoje é o dia da Assunção da Virgem Maria, em corpo e alma, ao céu. Um outro amigo me disse que "até as rugas da Senhora nossa estão no céu". De fato, a Assunção é a afirmação de que nada do que é nosso se perderá. Nada, nem o fio o de cabelo mais fino, nem a ação mais simples, nem o pensamento mais recôndito será perdido. E a vida da médica? Era isso que eu pensava. Ou existe uma justiça que será dada a ela - não a nós, mas a ela, não no nosso parco e limitado Estado liberal, mas somente no Mistério transcendente - ou a palavra justiça pode muito bem ser riscada do dicionário.
Depois da pergunta desta amiga, pus-me a reler a nona sinfonia de Bento XVI, a encíclica Spe salvi (Salvos na esperança), e ali o papa Bento XVI, como verdadeiro astro que arde neste mundo de trevas, confusão e desespero, aponta o Juízo Final como a escola da esperança. De fato, se tudo acabar no túmulo, a vida será como mencionou Sartre - um absurdo!
Mas não! A outra vida, a vida eterna, em continuidade à vida temporal é escola da esperança, pois, se não há Juízo, como falar em justiça, se tudo acaba no túmulo, no nada, na morte, como poder falar em justiça? O papa Bento XVI bem o afirma na Spe salvi: para ele, o argumento da justiça é o mais forte em relação à vida eterna. É necessária a vida eterna para que se possa falar em justiça, para salvar a injustiça que vem se acumulando por toda a História. E a Assunção de Maria é o resgate de toda a História. Em Maria, toda a História é como que "assumida" por Deus e resgatada de uma vez por todas.
Quem vai fazer justiça à Rita de Cássia? Somente aquele que é o Justo por excelência. O positivo da realidade é que Ele existe, ressuscitou, está vivo! A última palavra sobre a realidade não é o nada, mas é Cristo. Até as rugas da Senhora nossa estão no Paraíso! E a Rita de Cássia será feita justiça, porque o Justo venceu! Esta é a nossa esperança, animada pela elevação de Maria ao céu!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Uma simples médica mãe de família

Eu gosto muito desta santa! Nestes tempos nos quais a vida é tida como infeliz e destituída de valor, o papa João Paulo 2º aponta-nos esta mulher, uma simples médica e mãe de família, para ser olhada, declarando-a como a patrona da vida! Um sinal de que a santidade é acesível a todos e de que é justo viver, porque viver é o meio para chegarmos à felicidade!


Santa Gianna Beretta Molla (1922-1962), declarada por João Paulo 2º a padroeira da vida!


Santa Gianna