quarta-feira, 13 de junho de 2012

A crise da Europa, crise do humano

O que é a Europa?

A Europa é fruto de um sonho humano, o desejo da universalidade. Em nome desse desejo, entremeado a todas as paixões humanas, e a todas as sedes de poder e de domínio, se construiu a helenização do mundo, do ponto de vista cultural, e a formação do Império Romano, do ponto de vista político. O próprio imperador, quando conquistava uma terra nova, lá proclamava o "evangelho" (sim, "evangelho" é uma palavra grega que significa "boa notícia"). A "boa notícia" trazida pelo imperador era a paz, a "pax romana". Não é à toa que o imperador romano se proclamava o "salvador de todo o universo". Roma conseguiu unificar uma inumerável miríade de povos, culturas, raças e línguas, trazendo realmente a paz, porque todos os povos estavam subjugados e a unidade estava garantida pelo domínio do imperador. Todo esse império era mantido e regido pelo Direito. O encontro com o cristianismo veio tornar pleno esse desejo de universalidade, pois a razão grega aliada ao direito e à política romana vieram a realizar-se plenamente naquilo que ficou conhecido como "o cristianismo", ou "a Igreja". De fato, a Igreja levou a cabo assimilação da razão grega e do direito romano, e devemos confessar a nós mesmos, que toda a nossa filosofia e ciência, e também o nosso direito descendem diretamente do pensamento grego e da política romana. Como disse o papa Bento XVI, na Alemanha, em 2011, "desse tríplice encontro nasceu a Europa".

A Europa é um patrimônio da humanidade. Ela se aproxima do ideal de universalidade que desde tempos imemoriais habita a humanidade, desde que ela foi dispersa na Torre de Babel. As Nações Unidas, e toda a parafernália internacional, não passam de um arremedo daquilo que, aos longo dos tempos foi naturalmente se cristalizando, até formar a Europa.

Hoje, a Europa renega a si mesma. Tem uma crise de identidade. Não sabe mais quem é. Renega a razão, afirmando o relativismo e o consequente ceticismo, para o qual é impossível chegar a uma certeza. Se não é possível uma certeza sobre a vida, vence o niilismo, "a dança sobre o vazio", como já profetizava Nietzsche, cem anos atrás. A Europa renega o Direito, e hoje vê-se isso claramente no triunfo da ideologia de gênero, que nega a natureza, e consequentemente o Direito Natural, e também na ascensão dos chamados "novos direitos" (ou "direitos de quarta geração"), como o direito irrestrito ao aborto, à eutanásia, aos "same sex marriage", nos quais os desejos erigem-se em critérios normativos do ordenamento social, onde a "lógica" passa a ser o relativismo e a detenção do poder no momento. Mais do que tudo, a Europa renega o encontro com o cristianismo. Renega as raízes cristãs. Tem vergonha do cristianismo. Para a maioria dos europeus, vive-se completamente "sem Jesus depois de Jesus". O ateísmo domina, e a vida torna-se cada vez mais absurda e cínica, completamente sem sentido. O mundo torna-se, como também profetizou Shakespeare "uma fábula contada por um idiota num acesso de raiva".

A atual crise econômica é uma crise do humano, como já antecipava Bento XVI, uma crise antropológica. É o europeu que está em crise. Mais ainda, não é uma mera crise europeia, é uma crise ocidental, já bem apresentada na trilogia O Declínio do Império Americano, As Invasões Bárbaras e A Idade das Trevas (no Brasil,  "L'âge des Tenèbres" pessimamente traduzido como A Era da Inocência). Hoje fala-se em "crise de confiança". De fato, a Europa se firmou como uma sociedade da confiança. O outro homem não é o lobo do homem contra o qual é necessário erigir o Estado para nos defender, mas o outro é um ser dotado de razão, como descobriram os gregos, que vive numa sociedade política administrada segundo o Direito, como descobriram os romanos. E mais ainda: o outro é o próximo. O próximo debaixo do qual se esconde uma positividade, ainda que muitas vezes mascarada por uma série de circunstâncias que podem degradá-lo e desfigurá-lo. Com este próximo pode-se viver, fazer acordos (política), e tecer contratos (economia), que supõe-se deverão ser respeitados. 

Uma crise de confiança é uma crise de confiança em quem? Antes de mais nada no homem, mas além disso, configura-se uma crise de confiança na realidade, que se expressa de forma concreta como uma desconfiança e medo generalizado e difuso,  na economia e na política, e sobretudo nos relacionamentos. Não confiam-se mais nos políticos. Nada se espera mais do mercado. Os relacionamentos são cada vez mais líquidos. A salvação, quando ainda é esperada, projeta-se em ideologias, que na verdade não passam de miasmas coagulados, fantasmas sem nenhum fundamento na realidade. Exatamente como o dinheiro fictício que circula nas bolsas de valores do mundo, que não têm nenhum lastro no mundo real, dinheiro fundamentado em dívidas, podre na verdade. Uma vida assim é uma "vida a crédito", como dizia o filósofo polonês Zygmunt Bauman, onde os desejos são mercantilizados e a ideologia da dívida é a esperança de que certos bens materiais possam preencher o vazio infinito dos nossos desejos.

Tudo isso revela, na verdade, uma falência e um grande não. A realidade desmente todos os ideólogos que quiseram enjaulá-la em suas gaiolas de ferro, em seus bunkers irrespiráveis. Para onde olhar? Estamos no fio da navalha entre o niilismo mais abjeto e a verdadeira esperança. Um fato é um acontecimento irredutível, é um ponto de não-retorno, marca-nos de forma a que não mais possamos voltar ao que era antes, é uma verdadeira reação química, uma alquimia, de tal forma que os elementos se transmutaram de tal forma que não podem mais voltar a ser como eram antes. O sonho idílico do retorno à Antiguidade não marcada pelas "trevas" da Idade Média é impossível. Fomos marcados de tal forma pelo acontecimento cristão que se colou de tal forma às nossas entranhas, que por mais que nos esforcemos para viver "sem Jesus depois de Jesus", no fundo, no fundo, não o conseguiremos, porque estamos marcados. E essa é a nossa esperança. Um fato irredutível. A razão descoberta pelos gregos, o direito romano e o acontecimento cristão. Essa tríade marcou a humanidade, e marca ainda hoje. Voltar novamente o olhar, converter-nos para o que aconteceu e acontece ainda hoje, é a única esperança para a Europa, essa expressão maravilhosa do quão grande é o coração do homem.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A intercessão de Bruno Tolentino

Há várias semanas, fui visitar o Bruno Tolentino no seu túmulo, pela primeira vez. Tomei um choque logo que cheguei porque, na sua humílima lápide está escrito assim um epitáfio à Mãe de Deus: "Vem!" Fiquei muito impressionado, na verdade, petrificado quando li aquilo: "Vem!", porque pouco tempo antes tinha lido de Dom Giussani que toda a santidade está na palavra "vem", mais do que em qualquer moralidade ou em qualquer estar à altura, mas na palavra "vem". No "vem" está toda a santidade, a tal ponto que o próprio Dom Giussani diz que "o homem que rezar o Veni Sancte Spiritus, veni per Mariam trezentas vezes por dia, será feliz!".

E ali, topo eu com este epitáfio, que tem me dominado e acendido a minha confiança e a minha súplica contínua à Nossa Senhora, que me foi um contragolpe, uma oração belíssima à Mãe de Deus:

"Vem, desperta, 
matriz da eternidade e d’O sem-fim,
ó mãe de Deus, canta e roga por mim"

Rezei um terço pelo Bruno Tolentino e rezei por mim também. E tenho percebido sua intercessão em minha vida! Que coisa impressionante perceber a comunhão dos santos! Pode parecer uma loucura estar dizendo isso, mas no meu desejo contínuo de retomar a minha vida intelectual, e no ver isso acontecer cada vez mais, mesmo paulatinamente, tenho reconhecido a presença e a intercessão de Bruno Tolentino! Que ele e a Mãe de Deus roguem por mim! 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O yorkshire e o Natal


Há alguns dias, recebi uma mensagem de uma amiga me alertando sobre o estardalhaço que a mídia fez com o cão Titã, enterrado vivo pelo próprio dono há mais de uma semana. E eu realmente levei isso em consideração, a tal ponto que ontem, quando vi o que uma enfermeira de Goiás fez com o seu cão yorkshire, simplesmente não acreditei, tal era a estapafúrdia da situação, achando que era sensacionalismo fake. Procurei ver em sites mais "sérios", mas ontem só aparecia algo na mídia indie. Na mídia "oficial" não havia nada. Hoje, pela manhã, já havia a matéria no Yahoo! e no UOL, e o delegado da cidade onde a meliante reside e executou o seu crime confirmou o óbito do cão por maus-tratos; assassinato, ora pois.

Há algum tempo, tinha dado um time neste blog, porque como diz a grande Rose Busyinge, de Uganda, "neste mundo se fala demais, e é necessário ver", e a mim não é difícil falar nem palpitar. Sou filho da cultura do palpite, como diria o grande poeta Bruno Tolentino, e não tenho vergonha de confessar minha ignorância e estupidez. E fiz isso calando-me. Como gosto de divulgar, passei a espalhar aquilo que eu achava que era bom, como muitos textos (um dos últimos este sobre o Natal, de Marco Montrasi http://passos.tracce.it/default.asp?id=411&id_n=2569). Mas nas últimas semanas, muitos fatos conexos entre si e ao mesmo chocantes me levaram a me indignar e a querer escrever essas poucas linhas.

É chocante ver cães sendo arrastados pelas ruas amarrados a carros, enterrados vivos, espancados até a morte. Sinal evidente de que algo há de errado com as pessoas, sejam por fazerem estas coisas, seja por não se indignarem e se chocarem com elas. No meio disso tudo, a coisa mais inteligente que eu li foi a seguinte: "Para que cria? (o bicho)". O que me impressionou, nestes dias, é perceber como o mal é patético e grosseiro, grotesco, porque essas atitudes são estúpidas. Quem obriga essas pessoas a terem esses cães? Quem os obrigou a criá-los? Ou por que matá-los com tais requintes de crueldade? Poderiam simplesmente dar um veneno, mas não: aqui evidencia-se o prazer do mal, de infligir dor e tortura.

 Realmente, existe algo de errado no ser humano, algo de muito errado, diria Chesterton. A Igreja fala em pecado original. Porque não deve ser normal sentir prazer na dor do outro. Mas as coisas estão assim. Como diria o grande Renato Russo: "vivemos num mundo doente". Graças a Deus que o Natal, uma criança presente nos lembra que nem tudo são trevas, que a realidade é mesmo ocasião de novidade, e remédio para essa doença mortal que nos atinge. Como é bom poder respirar e sair do bunker, no qual pobres animais são arrastados, enterrados vivos e espancados até a morte!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Eu e o Espírito Santo


Está se aproximando a festa de Pentecostes, que é a festa de aniversário da Igreja. Gosto muito desta festa e gostaria aqui de falar da minha relação com o Espírito Santo. Poderia aqui tentar explicar quem é o Espírito Santo, mas estou cheio de desejo de falar quem é o Espírito Santo em minha vida, Quem é aquele que desde pequeno me prefere, que me chama, que me ama, que vem quando eu O chamo, que me defende, que me consola, que é a minha força, meu sustento, meu amparo, e acima de tudo, minha vida, Aquele que vai comigo aonde quer que eu vá, que Se mostra de mil formas, e que nunca me deixa sozinho, que é verdadeiramente, o Pai dos pobres, o meu Advogado, o meu Defensor, o meu Consolador!

Para mim, o primeiro sinal de que o Espírito Santo tem uma preferência especial por mim é o fato de eu conhecer Jesus desde a minha infância. Desde pequeno, eu lia a Bíblia para crianças em casa, o Evangelho em quadrinhos, de uma tia minha que deu para minha mãe... eu era um capetinha na escola, mas quantas vezes ficava escondido lendo a Bíblia para crianças?... não sei explicar o como e nem o porquê, mas desde pequeno Jesus sempre me atraiu. Ou então um disco que o meu pai comprou para mim intitulado "Natal das crianças", que até hoje me comove...

Eu comecei a sentir atração pelo Espírito Santo quando era criança ainda. Lendo os Atos dos Apóstolos na Bíblia para crianças, eu vi uma imagem do Pentecostes: um monte de gente numa casa com línguas de fogo na cabeça! Até hoje eu me comovo pensando nisso, mas naquele dia eu queria aquelas línguas de fogo sobre mim... meu Deus, depois eu descobri que desde menino eu já desejava Deus, o Espírito Santo! Isso não foi iniciativa minha, eu era uma criança, era já o Espírito me fazendo desejá-lO e pedi-lO. Depois fiz a minha primeira comunhão "brigado" com minha mãe, pois ela não queria que eu fizesse... quando eu penso nisso tudo, às vezes eu levo um susto, porque nada disso é óbvio!...

Os anos se passaram e este frescor da minha infância cessou na adolescência, mas isso não foi o fim, porque, como diz Santa Terezinha em História de uma Alma: "o destino de um homem se resolve nos seus primeiros doze anos". Vários anos depois saí de Itabuna, no interior da Bahia, onde morava, e fui à Salvador para estudar. As dificuldades de me separar da minha família pela primeira vez começaram a cavar o meu coração, a provocar a exigência de significado, da razão para viver e para estudar. Tudo isso começou a fazer surgir em mim um buraco que só o próprio Infinito poderia preencher. Foi muito importante para mim a amizade com uma menina do cursinho que só fazia rir. Me provocava o fato desta menina só viver a dar risada. Esta alegria de viver me atraiu. Reencontrei o cristianismo assim: no sorriso de uma menina no Sartre, no ano 2000! Ela, da Igreja Batista, muito amiga de outra, católica praticante! O cristianismo acontecia ali, no Sartre! Depois disso, passei por um período confuso, mas alguns meses depois, reencontrei esse mesmo sorriso no rosto de um homem que me acolheu do jeito que eu era, Padre João Carlos, hoje Dom João Carlos Petrini, bispo auxiliar de Salvador!

Comecei a me envolver com os amigos dele que se tornaram meus amigos também: descobri que estes amigos são o rosto do Espírito Santo para mim! Foi Ele que me fez encontrá-lOs, que me fez descobrir a mim mesmo, que re-configurou o meu rosto, que, de um menino atormentado e confuso, fez de mim um homem em paz e cheio de amor (sem pieguice), que, de um menino solitário, fez de mim um homem com amigos no mundo inteiro, que me faz ficar em paz mesmo com os meus erros, porque Ele me perdoa, me faz ficar em paz, porque estou caminhando e Ele nunca me abandona! Ele me é fiel, eu O traio, mas Ele me é fiel! Ele me é fiel porque É fiel a Si mesmo, porque Ele me escolheu, e as Suas escolhas são irrevogáveis! Por isso, Ele nunca vai me abandonar! O encontro aonde quer que eu vá, desde lá nos Estados Unidos, quando me perdi indo parar no meio da Carolina do Norte e Ele me reconduziu à Nova York, e também em Pirambu, no interior de Sergipe, quando vou visitar meu amigo, o padre João.

Seria preciso não um post, mas um livro para dizer tudo o que o Espírito Santo tem feito por mim! Por isso, confio nEle, O amo, O peço e O espero. Como Ele é o maior dom que Deus pode nos dá, todo dia boto o meu joelho no chão e invoco o Espírito Santo, para que Ele encha o meu coração de amor, de alegria, de sabedoria, de fortaleza! Eu sou fraquíssimo, por isso eu peço sempre: "Vem!"

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O Rosário: arma de batalha


Um amigo me escreveu hoje me contando acerca de mais uma pequena batalha que houve em sua casa. Uma batalha pela clareza, pela luz, pela verdade. Uma batalha contra o relativismo, enfim, contra o mal, contra a confusão que paira em nosso meio. Mas, se alguém vier me perguntar o que é a vida, eu logo respondo: "é uma guerra". A vida não é outra coisa senão uma guerra, uma guerra pela vida, pelo bem, pela verdade. Por isso, Jesus diz no Evangelho que veio trazer a espada, e não a paz, porque a vida é guerra: uma guerra pelo bem e pela vida, pela verdade. Uma guerra para a qual para assumir é preciso ter coragem. É covardia fugir da vida, mas também é estupidez viver sem as "armas" necessárias para tanto.

Uma das maiores armas que possam existir e que a tradição cristã, tão esquecida por nós ocidentais, aponta, é o Rosário da Virgem Maria (também carinhosamente conhecido como "terço" por nós, brasileiros).

O Rosário, tal como o conhecemos, em sua origem, foi uma oração de batalhas. Não foi uma oração originalmente de "velhas", como muita gente erroneamente pensa hoje. É uma oração viril, e da virilidade. O Rosário, tal como nós o conhecemos, nasceu na militar Espanha, que formou-se como país na famosa Guerra da Reconquista, que durou de 732 a 1492, quando os muçulmanos foram definitivamente expulsos da Europa. É preciso ser muito homem para rezar o Rosário e guerrear neste mundo com ele. Porque o Rosário é um dos maiores instrumentos de contemplação que a tradição cristã possui. Ele nada mais é do que o compêndio, a síntese do Evangelho, como nos diz o Papa João Paulo II na belíssima Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae (O Rosário da Virgem Maria), de 2002.

O Rosário é para ser recitado em ritmo de marcha, pois é uma oração de guerra. Todos os santos, desde o século XVI, até hoje, sem exceção, a recitaram. O próprio Papa João Paulo II dizia que o Rosário era a sua oração predileta. Pois então: quem quiser um conselho para enfrentar a própria vida e todos os seus desafios com coragem, fortaleza e tenacidade, não deixe de pegar o Rosário em suas mãos. Pois São Paulo fala que devemos enfrentar a vida com "a armadura de Deus". E São Luís Maria Grignon de Montfort (1673-1716) compara o Rosário com nada menos que a funda com a qual o pequeno Davi destruiu ao gigante Golias (cf. 1 Sm 17, 40-54). Cada "Ave-Maria" é como que uma pedrada lançada contra o "Golias" que visa destruir a nossa vida e ao mundo inteiro: esta mentalidade relativista.

Cada "Ave-Maria" é a afirmação da Encarnação do Verbo, de que Deus se fez homem, nasceu de uma mulher como diz São Paulo (cf. Gl 4,4) e está presente. A Ave-Maria abre uma fenda na mentalidade relativista, porque Maria é a maior inimiga dessa mentalidade para a qual tudo caminha para o nada, para a destruição, para o absurdo e o non sense. A recitação meditativa da Ave-Maria é o maior inimigo que o relativismo possa encontrar.

Por fim, segue abaixo o que o Beato Bártolo Longo (1841-1926), que construiu o famoso Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, em 1887, falou a respeito do Rosário:

"Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus, vínculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro no naufrágio geral, não te deixaremos nunca mais. Serás o nosso conforto na hora da agonia. Seja para ti o último beijo da vida que se apaga. E a última palavra dos nossos lábios há-de ser o vosso nome suave, ó Rainha do Rosário de Pompeia, ó nossa Mãe querida, ó Refúgio dos pecadores, ó Soberana consoladora dos tristes. Sede bendita em todo o lado, hoje e sempre, na terra e no céu".